sexta-feira, 22 de novembro de 2013
QUASE ACIDENTES SÃO SINAIS DE ALERTA
QUASE ACIDENTES SÃO SINAIS DE ALERTA
Muitos acidentes quase acontecem... São aqueles que não provocam ferimentos apenas porque ninguém se encontra numa posição de se machucar. Provavelmente, se nós tivéssemos conhecimento dos fatos, descobriríamos que existem muito mais acidentes que não causam ferimentos do que aqueles que causam. Você deixa alguma coisa pesada cair de suas mãos e não acerta o próprio pé.
Isto é um acidente, mas sem grandes conseqüências ou mesmo um pequeno ferimento. Você sabe o que geralmente faz com que um quase acidente não seja um acidente com ferimentos? Geralmente é uma fração de segundo ou uma fração de espaço. Pense bem. Menos de um segundo ou um centímetro separa você ou uma pessoa de ser atropelado por um carro.
Esta diferença é apenas uma questão de sorte? Nem sempre. Suponha que você esteja voltando para a casa à noite de carro e por pouco não tenha atropelado uma criança correndo atrás de uma bola na rua. Foi apenas sorte você ter conseguido frear no último segundo a poucos centímetros da criança? Não. Um outro motorista talvez tivesse atropelado a criança. Neste exemplo os seus reflexos podem ter sido mais rápido, ou talvez você estivesse mais alerta ou mais cuidadoso. Seu carro pode ter freios melhores, melhores faróis ou melhores pneus.
De qualquer maneira, não se trata de sorte, apenas o que faz com que um quase acidente não se torne um acidente real. Quando acontece algo como no caso da criança quase atropelada, certamente, você reduzirá a velocidade sempre que passar novamente pelo mesmo local, você sabe que existem crianças brincando nos passeios e que, de repente, elas podem correr para a rua. No trabalho um quase acidente deve servir como aviso da mesma maneira. A condição que quase causa um acidente pode facilmente provocar um acidente real da próxima vez em que você não estiver tão alerta ou quando seus reflexos não estiverem atuando tão bem. Tome por exemplo, uma mancha de óleo no chão. Uma pessoa passa, vê, dá a volta e nada acontece.
A próxima pessoa a passar pelo local não percebe o óleo derramado, escorrega e quase cai. Sai desconcertado e resmungando. A terceira pessoa, infelizmente, ao passar, escorrega, perde o equilíbrio e cai, batendo com a cabeça em qualquer lugar ou esfolando alguma parte do corpo. Tome um outro exemplo. Um material mal empilhado se desfaz no momento que alguém passa por perto. Pelo fato de não ter atingido esta pessoa, ela apenas se desfaz do susto e diz. “Puxa, essa passou por perto!” Mas se a pilha cai em cima de alguém que não conseguiu ser mais rápido o bastante para sair do caminho e se machuca, faz-se um barulho enorme e investiga-se o acidente. A conclusão é mais do que óbvia. NÓS DEVEMOS ESTAR EM ALERTA PARA O QUASE ACIDENTE. Assim evitamos ser pegos por acidentes reais.
Lembre-se que os quase acidentes são sinais claros de que algo está errado. Exemplo: Nosso empilhamento de material pode estar mal feito; a arrumação do nosso local de trabalho pode não estar boa. Vamos verificar nosso local de trabalho, a arrumação das ferramentas e ficar de olhos bem abertos para as pequenas coisas que podem estar erradas. Relate e corrija estas situações. Vamos tratar os quase acidentes como se fossem um acidente grave, descobrindo suas causas fundamentais enquanto temos chance, pois só assim conseguiremos fazer de nosso setor de trabalho um ambiente mais sadio.
SUGESTÃO DE PROCEDIMENTO PARA TRABALHOS EM ALTURA
1 INTRODUÇÃO
As quedas são a terceira causa principal das mortes decorrentes de acidentes do trabalho, ficando atrás dos homicídios e das mortes causadas por veículos motorizados. O uso adequado de equipamentos de proteção contra quedas poderia impedir essas perdas. Calcula-se que essas falhas matam aproximadamente 180 pessoas por ano no Brasil. Este procedimento aborda algumas práticas de segurança para aplicação na área industrial em geral.
2 OBJETIVOS
Conscientizar quanto à necessidade da utilização dos equipamentos de proteção e preservar a integridade física dos trabalhadores na execução de trabalhos em alturas.
3 SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS
Os sistema básicos de proteção contra quedas incluem:
Os sistemas pessoais de Limitação das Quedas, que limitam as quedas assim que as mesmas iniciam.
Dispositivos de Posicionamento que impedem as quedas mantendo o trabalhador numa posição de trabalho.
Sistemas Pessoais de proteção contra quedas para atividades de escalada protegem o trabalhador enquanto o mesmo está subindo em alguma estrutura.
O que acontece numa queda:
Inicialmente, antes que o cinto de segurança comece a funcionar, o trabalhador desce em queda livre e acelerado;
Uma vez percorrida a distância prevista em queda livre o sistema é ativado;
O trabalhador percorre mais uma certa distância, chamada distância de desaceleração, até parar totalmente.
O golpe súbito pode lesionar a coluna ou órgãos internos principalmente se o equipamento que o trabalhador estiver utilizando for inadequado;
O Cinto de Segurança tipo pára-quedista ajuda a distribuir mais uniformemente o impacto sofrido pelo corpo.
Proteção contra quedas com diferença de nível:
É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou projeção de materiais.
Em trabalho a partir de 2 metros de altura é obrigatório o uso de cinto de segurança contra queda, conforme NR-18 da Portaria 3214 do Ministério do Trabalho;
As aberturas no piso devem ter fechamento provisório resistente.
As proteções contra queda devem ser construídas de anteparos rígidos, em sistema de guarda corpo e rodapé.
A área deve ser isolada e sinalizada advertindo contra o risco de queda de pessoas e materiais/ferramentas.
Cinto de Segurança tipo pára-quedista é aquele que possui tiras de tórax e pernas, com ajuste e presilhas; nas costas possui uma argola para fixação da corda de sustentação;
deve ser utilizado para trabalhos em altura superior a 2 (dois) metros de altura do piso, em que haja risco de queda do trabalhador.
Cinto de Segurança tipo abdominal é aquele que possui fixação apenas na cintura, utilizado para limitar a movimentação do trabalhador.
No caso de eletricista, este deve usar o cinto de segurança específico para trabalhos em eletricidades, conforme cadastro CVRD dotado de dois mosquetões.
4 CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS QUANTO À UTILIZAÇÃO EQUIPAMENTOS
Escada
Deve ser confeccionada de material resistente;
Deve estar bem apoiada no piso;
Deve estar isenta de óleos e graxa;
Deve ter espaçamento entre degraus de 25 a 30 cm;
Base e degraus da escada devem ser feitos de material anti-derrapante;
Use as duas mãos quando subir numa escada.
Não suba em escadas segurando qualquer tipo de material.
É proibido o uso de escadas:
Próximo à porta;
Em áreas de circulação de pessoas;
Onde houver risco de quedas de objetos;
Próximo a aberturas e vãos.
Plataforma
As plataformas de proteção devem ser construídas de material resistente e mantidas sem sobrecarga que prejudique a estabilidade de sua estrutura.
Andaimes
Os andaimes devem ser dimensionados e construídos de modo a suportar, com segurança , as cargas de trabalho previstas.
O piso dos andaimes deve ter forração completa, antiderrapante, ser nivelado e fixado de modo seguro e resistente.
Estruturas
As peças devem estar previamente fixadas antes de serem soldadas, rebitadas ou parafusadas.
Quando for necessária montagem próximo a linhas elétricas energizadas , deve-se proceder o desligamento da rede, aterramento da estrutura e dos equipamentos que estiverem sendo utilizados.
5 VERIFICAÇÃO / INSPEÇÕES NOS EQUIPAMENTOS ( CINTOS E CINTURÕES )
Examine todos os equipamentos em relação ao desgaste deformação, mofo, umidade , etc...;
Procure cortes , rasgos e abrasões;
Verifique se há avarias decorrentes de incêndio, ácidos ou outros agentes corrosivos;
Verifique se as superfícies utilizadas para sustentação / fixação da corda do cinto apresentam desgaste ou arestas cortantes, o que poderá comprometer a integridade da corda.
Verifique se os ganchos de engate fecham e travam firmemente;
verifique se as fivelas do cinto estão em perfeitas condições;
Examine as cordas em relação ao desgaste, fibras partidas, pontos desfeitos e descoloração;
Certifique se de que as ancoragens e o cinto não estão frouxos nem danificados;
Siga as instruções do fabricante do equipamento durante as inspeções regulares, verificando qualquer irregularidade que o torne impróprio para o uso;
Lembre-se: Se o cinto / cinturão apresentar algum componente danificado ou defeituoso,
retire-o imediatamente de serviço e faça o descarte do mesmo.
6 RESGATE DA VÍTIMA APÓS UMA QUEDA
Existem alguns procedimentos a serem feitos durante um resgate:
Lembre-se de que pode ser necessário proteger a vítima e as pessoas envolvidas contra uma outra queda;
Comunique-se com a vítima e observe constantemente seu comportamento;
Chame o serviço de resgate se necessário;
Cheque até a vítima com os equipamentos de resgate, se isso puder ser feito com segurança;
Retire a vítima do local de risco cuidadosamente, de forma a não agravar os ferimentos sofridos;
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Trabalho em Altura
Trabalho em altura
Trabalhar em altura é definido como trabalhar em um lugar a partir do qual a pessoa pode se machucar ao cair dele, independentemente se for acima ou abaixo do nível do solo.
Na KAEFER executamos trabalho em altura continuamente, por isso é importante garantir que todas as precauções e avaliações foram tomadas antes do inicio de execução das atividades.
Antes de começar a trabalhar em altura, é importante que:
•Pergunte-se - A tarefa requer ser executada em altura?
Caso a resposta seja sim, teremos que:
•Planejar e organizar o trabalho adequadamente
•Levar em consideração as condições prevalecentes, tal como um clima ruim
•Proporcionar um local de trabalho seguro, o que inclui tomar precauções adicionais, onde, por exemplo, houver superfícies frágeis com as quais teremos que lidar.
•Garantir que os funcionários sejam treinados adequadamente e sejam competentes para executar o trabalho em segurança
•Avaliar os riscos de se trabalhar em altura, selecionando e usando equipamentos de trabalho apropriados
•Eliminar qualquer risco de ferimentos como resultado de objetos que caem
•Inspecionar e manter adequadamente os equipamentos para o trabalho em altura
Novamente Max e seu amigo apoiarão você em divulgar a mensagem de trabalhar seguramente em altura, mas precisamos que você e todos na KAEFER trabalhem de maneira segura e saudável a todo tempo.
http://www.kaeferisobrasil.com.br/Trabalho_em_altura.html
domingo, 18 de agosto de 2013
TRABALHO DE ACESSO POR CORDA
ACESSO POR CORDA
1. RESUMO
Com a evolução das práticas e procedimentos dando cada vez mais ênfase ao tema segurança, as indústrias do Petróleo, Química e Petroquímica, tem se ancorado nas técnicas de acesso face aos custos atuais, e da necessidade de garantia total da inspeção e manutenção dos equipamentos, onde muitas vezes a forma geométrica deste é um fator que dificulta e encarece a execução das tarefas. A Técnica de
Acesso Por Corda, também conhecida como Alpinismo ou Escalada Industrial, já usada no mundo a pelo menos 30 anos, principalmente Europa e Estados Unidos, vem crescendo dentro da indústria no Brasil e conquistando sucesso por proporcionar segurança, redução de tempo e menor custo dos serviços.
Devido à crescente utilização do acesso por corda no país, e por não existir normas e/ou procedimentos que dessem suporte a essa técnica, várias empresas entre consumidoras e produtoras de serviços, treinamentos e equipamentos, em conjunto com a ABENDE e ABNT, reuniram-se com o objetivo de elaborar normas que estabelecessem regras e orientações para os profissionais e empresas que utilizem
este método, e uma sistemática para qualificação e certificação para o profissional de
acesso por corda.
Esta Postagem, extraída de manuais de treinamento, sites e das normas e técnicas de trabalho em altura que sofri ao longo de minha vida profissional apresenta a aplicação da técnica de Acesso por Corda, praticada hoje em algumas indústrias, abordando os cuidados necessários quanto à segurança, capacitação de pessoal, e análises de riscos para a execução do serviço, vantagens e desvantagens. Apresentam também as normas brasileiras de acesso por corda, suas aplicações, e um resumo dos principais pontos de cada uma, fazendo uma analogia com as principais normas internacionais.
2. CONSIDERAÇÕES GERAIS
O Acesso por Corda é uma técnica opcional de trabalho em altura, que combina as mais avançadas técnicas de acesso a locais elevados e em ambientes confinados, utilizando cordas e equipamentos específicos de descida e ascensão, em serviços onde envolva risco de queda e/ou acesso difícil. Possibilita a diminuição no tempo dos trabalhos gerando um aumento de produtividade e diminuição nos custos, tudo de acordo com os padrões de segurança estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho e Emprego, e Normas Brasileiras (NBR) aprovadas
pela ABNT.
Apesar da utilização de cordas e equipamentos especiais como meio de acesso, está técnica nada tem em comum com qualquer atividade esportiva que se assemelhe. Não há busca de adrenalina, nem aventura, o profissional de acesso visa apenas à execução do seu serviço com segurança e qualidade.
Não é correto chamar de “Rapel” a Técnica de Acesso por Corda, pois o Rapel é apenas uma das técnicas utilizada para realizar os deslocamentos.
3. SEGURANÇA E EQUIPAMENTOS
Todos os equipamentos e elementos que compõem os equipamentos do Acesso por Corda são de última geração, com certificados pelo Ministério de Trabalho (CA), ou Comunidade Européia (CE), ou Associação Nacional Americana de Proteção contra Incêndio (NFPA) ou União Internacional das Associações de Alpinismo (UIAA).
Oferecem maior agilidade nos movimentos do profissional de acesso no deslocamento entre um ponto a outro com conforto e segurança.
O profissional de acesso realiza os trabalhos, suspenso por duas cordas, sendo uma de trabalho e outra de segurança. A corda de trabalho permite, mediante a utilização do material adequado, deslocar-se em sentido descendente ou ascendente. Todos os aparelhos de progressão são auto-blocantes. A corda de segurança, junto com o cinto de segurança, talabarte duplo com absorverdor de energia e o dispositivo travaquedas, completam o equipamento de proteção individual anti-queda.
Ancoragem: O local da estrutura onde as cordas serão instaladas – pontos para ancoragem – são previamente inspecionados quanto à solidez. Cada corda se encontra presa a pontos de ancoragem diferentes e não comportam nenhum outro elemento, sendo estes os principais, junto com o caráter auto-blocantes3 dos equipamentos de progressão e segurança, o que elimina a possibilidade de queda por um erro mecânico ou humano. Pontos quentes e cortantes são verificados ao longo da via de acesso para que as salvaguardas necessárias sejam instaladas.
Um talabarte duplo com absorvedor de energia é utilizado por cada profissional de acesso, a fim de mantê-lo sempre preso durante a manobra de abordagem – posicionamento com as cordas de trabalho e segurança para iniciar a descida pela via de acesso se o profissional perder o controle, eles param automaticamente sem o uso das mãos
Todas as ferramentas e acessórios utilizados pelo profissional de acesso para realizar a sua tarefa são amarradas, para que não caiam caso escorreguem das mãos – ficam penduradas. A área abaixo onde será realizado o serviço de acesso por corda, é devidamente isolada e sinalizada.
Todos os equipamentos e acessórios são inspecionados antes e após a conclusão de cada jornada de trabalho, pelos próprios profissionais que irão utilizá-los, além de serem reavaliados por outros membros da equipe.
Para qualquer serviço onde irá ser empregado o Acesso por Corda, é realizado uma Análise de Risco para identificar os perigos, causas, modos de detecção, efeitos, atividades em paralelo, e as recomendações necessárias para que a tarefa possa ser executada com segurança. Após conclusão das análises é gerado um documento constando às ações e recomendações decididas, o qual é divulgado a todos os envolvidos nos serviços.
Essa análise de risco tem que ser sustentada por uma técnica conhecida e consagrada, como matriz de riscos, e deve ser rediscutida, todavez que a condição inicial dos serviços for alterada, principalmente no que se refere a agentes externos e alterações climáticas.
O número da equipe de acesso por corda varia em função do tipo de serviço e grau de dificuldade que este possui, porém, a equipe mínima geralmente são dois profissionais de acesso. Este número deve ser pré-estabelecido durante a análise de riscos, inclusive os instrumentos de comunicação a serem utilizados.
4. CERTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL
Para a execução de trabalhos em altura com a técnica de Acesso por corda, os profissionais deverão estar fisicamente aptos, treinados, qualificados e com conhecimentos específicos de todos os equipamentos usados nesta atividade. Como toda técnica, faz-se necessário garantir a capacitação do pessoal envolvido, sendo indispensável que o Profissional de Acesso também esteja qualificado e capacitado nas especialidades que irá desenvolver (pintor, caldeireiro, isolador, pedreiro, soldador, engenheiro, inspetor de ensaios e/ou equipamentos, etc).
Descida controlada com a mão que segura à ponta livre da corda e a empunhadura. Para frear, apesar de não ser uma reação natural, basta soltar a empunhadura.
Fig-7 Descensor:
Ascensor: auxilia a subida do profissional através da corda; Trava-quedas: trava-se imediatamente na corda caso ocorra queda ou descida brusca.
5. APLICAÇÕES
O Acesso por corda vem sendo utilizado para serviços em geral, em todo tipo de equipamento ou estrutura, tais como: Vasos, Tanques, Esferas, Cilos, Caldeiras, Chaminé, Plataformas Marítimas, Flare, Estrutura Metálica, Torres de Alta Tensão, de Rádio, de Telefonia, Viadutos, Pontes, Prédios, tubulações, podas de árvores, etc.
Veja algumas aplicações a seguir:
6. SOBRE AS NORMAS BRASILEIRAS DE ACESSO POR CORDA
NBR-15595 - Procedimento para aplicação do método
Esta norma estabelece uma sistemática para aplicação dos métodos de segurança do profissional, de sua equipe e de terceiros no acesso por corda. Aplica-se às atividades de ascensão, descensão, deslocamentos horizontais, resgate e auto-resgate dos profissionais e da equipe de acesso por corda, com restrições, em combinação com dispositivos têxteis e mecânicos de ascensão, descensão e de segurança, para o posicionamento em um ponto ou posto de trabalho, estando em locais de difícil acesso, onde cordas são utilizadas como os principais meios de acesso.
Esta Norma se aplica à utilização dos métodos para acessar estruturas (on shore e off shore) ou ambientes com características naturais (encostas), nos quais as cordas estão conectadas a estruturas construídas ou naturais. Esta Norma não se aplica às atividades de esporte de montanha, turismo de aventura e de serviços de emergência destinados a salvamento e resgate de pessoas que não pertençam à própria equipe de acesso por corda.
A Norma foi elaborada tendo-se como base as normas BS 7985 , NTP 682 , NTP 683, NTP 684 , e as experiências dos participantes. Vale ressaltar que nesta elaboração, participaram profissionais de vários segmentos como, indústrias do petróleo, petroquímica, construção civil, energia, telecomunicações, metalúrgica, naval, segmentos urbanos e polícia civil, com grande experiência na atividade de acesso por
corda.
Resumo de alguns pontos principais desta norma:
a) Para a execução da atividade de acesso por corda o profissional deve ser qualificado conforme a ABNT NBR-15475.
b) Antes de iniciar um trabalho de acesso por corda, o profissional de acesso por corda precisa verificar o trabalho a ser realizado, para estabelecer o método a ser utilizado e assegurar-se de que os riscos em
potencial foram identificados.
c) Na atividade de acesso por corda é obrigatório no mínimo dois profissionais, dependendo do nível de risco avaliado poderá ser utilizados três ou mais profissionais.
d) Devido à multiplicidade de áreas, serviços e atividades à que a técnica de acesso por corda é aplicada, o tipo de supervisão a ser utilizada (direta ou remota) deve ser definida durante a elaboração da análise de risco e/ou no procedimento de trabalho.
Observação: a norma NBR-15475 no item 5.1.2.3 determina que no caso de trabalho sobre o mar deve ser exigida a supervisão direta pelo profissional de nível 3.
e) O Supervisor é um profissional de acesso por corda nível 3.
f) Todos os equipamentos devem ser inspecionados antes e depois de cada uso.
g) Os equipamentos ou sistemas de descida devem ser auto-blocantes4.
h) Cada profissional deve utilizar duas cordas em sistemas de ancoragem independentes e/ou individuais de modo que, em caso de falha de uma, o profissional não sofra uma queda. Se o profissional perder o controle, eles param automaticamente sem o uso das mãos.
i) A área onde as ancoragens são montadas deve estar protegida.
j) Existem vários anexos que tratam de assuntos exclusivos como, realizar a inspeção nos equipamentos, análise de risco, nós e ancoragens.
k) Esta norma possui um total de 60 páginas, 69 itens no corpo principal, termos e definições, e 24 itens relacionado a manobras básicas.
l) O primeiro passo para a realização de um serviço por acesso por corda é a elaboração da análise de risco. É através dela que deverão ser identificados os perigos e aspectos, envolvidos na atividade ou trabalho, fornecendo uma visão ampla das interfaces com outros processos e o meio, permitindo à equipe analista focar em algum ponto crítico e detalhar as tarefas.
m) Existe um anexo que detalha passo a passo as técnicas básicas de descensão, e ascensão em diversas situações (ver exemplo abaixo, retirado da NBR-15595).
NBR-15475 – Qualificação e Certificação de pessoas
Esta Norma estabelece uma sistemática para a qualificação e certificação de profissionais de acesso por corda por um organismo de certificação. A certificação nesta Norma dá ao profissional um atestado de competência geral em acesso por corda. Ela não representa uma autorização para realizar a atividade, uma vez que a responsabilidade continua sendo do empregador. Esta Norma não se aplica às atividades de esporte de montanha, turismo de aventura e serviços de emergência destinados a salvamento e resgate.
Esta norma foi elaborada tomando-se como base a ABNT NBR ISSO/IEC 170245 e o Requerimento Geral da IRATA6 (Certificação de Pessoas no método de Acesso por Corda).
REFERENCIAS
[1] NBR-15475 - Acesso por corda – Qualificação e Certificação de pessoas
[2] NBR-15595 – Acesso por corda - Procedimento para aplicação do método
[3] BS 7985 Code of Practice for the use of rope access methods for industrial purposes
[4] ASTM E2505 - 07 Standard Practice for Industrial Rope Access
[5] NPT-682 Seguridad en trabajos verticales (I): equipos
[6] NPT-683 Seguridad en trabajos verticales (II): técnicas de instalación
[7] NPT-684 Seguridad en trabajos verticales (III): técnicas operativas
[8] Norma de segurança australiana AS1891
[9] Safe Practices For Rope Access Work - Society of Professional Rope Access Technicians (SPRAT)
[10] Manual de Técnicas en Trabajos Verticales - ANETVA
[11] Industrial rope access – Investigation into items of personal protective equipment – Prepared by Lyon Equipment Limited for the Health and Safety Executive (HSE)
[12] Requisitos Gerais do IRATA - 2007
[13] LEI Nº 4.150, de 21 de novembro de 1962
[14] NR-15 Atividades e Operações Insalubres
[15] NR 6 - Equipamento de Proteção Individual – EPI
[16] NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
[17] NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
[18] NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho
[19] NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
[20] www.abende.org.br
[21] www.bomacfallarrest.com.au/safety_standards.
[22] www.atlasaccess.com.au/about/rope_access_history
[23] www.ukfssart.org.uk/files/ (history Acess )
1. RESUMO
Com a evolução das práticas e procedimentos dando cada vez mais ênfase ao tema segurança, as indústrias do Petróleo, Química e Petroquímica, tem se ancorado nas técnicas de acesso face aos custos atuais, e da necessidade de garantia total da inspeção e manutenção dos equipamentos, onde muitas vezes a forma geométrica deste é um fator que dificulta e encarece a execução das tarefas. A Técnica de
Acesso Por Corda, também conhecida como Alpinismo ou Escalada Industrial, já usada no mundo a pelo menos 30 anos, principalmente Europa e Estados Unidos, vem crescendo dentro da indústria no Brasil e conquistando sucesso por proporcionar segurança, redução de tempo e menor custo dos serviços.
Devido à crescente utilização do acesso por corda no país, e por não existir normas e/ou procedimentos que dessem suporte a essa técnica, várias empresas entre consumidoras e produtoras de serviços, treinamentos e equipamentos, em conjunto com a ABENDE e ABNT, reuniram-se com o objetivo de elaborar normas que estabelecessem regras e orientações para os profissionais e empresas que utilizem
este método, e uma sistemática para qualificação e certificação para o profissional de
acesso por corda.
Esta Postagem, extraída de manuais de treinamento, sites e das normas e técnicas de trabalho em altura que sofri ao longo de minha vida profissional apresenta a aplicação da técnica de Acesso por Corda, praticada hoje em algumas indústrias, abordando os cuidados necessários quanto à segurança, capacitação de pessoal, e análises de riscos para a execução do serviço, vantagens e desvantagens. Apresentam também as normas brasileiras de acesso por corda, suas aplicações, e um resumo dos principais pontos de cada uma, fazendo uma analogia com as principais normas internacionais.
2. CONSIDERAÇÕES GERAIS
O Acesso por Corda é uma técnica opcional de trabalho em altura, que combina as mais avançadas técnicas de acesso a locais elevados e em ambientes confinados, utilizando cordas e equipamentos específicos de descida e ascensão, em serviços onde envolva risco de queda e/ou acesso difícil. Possibilita a diminuição no tempo dos trabalhos gerando um aumento de produtividade e diminuição nos custos, tudo de acordo com os padrões de segurança estabelecidos pelas Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho e Emprego, e Normas Brasileiras (NBR) aprovadas
pela ABNT.
Apesar da utilização de cordas e equipamentos especiais como meio de acesso, está técnica nada tem em comum com qualquer atividade esportiva que se assemelhe. Não há busca de adrenalina, nem aventura, o profissional de acesso visa apenas à execução do seu serviço com segurança e qualidade.
Não é correto chamar de “Rapel” a Técnica de Acesso por Corda, pois o Rapel é apenas uma das técnicas utilizada para realizar os deslocamentos.
Fig-1 Não associar a qualquer atividade esportiva que se assemelhe
3. SEGURANÇA E EQUIPAMENTOS
Todos os equipamentos e elementos que compõem os equipamentos do Acesso por Corda são de última geração, com certificados pelo Ministério de Trabalho (CA), ou Comunidade Européia (CE), ou Associação Nacional Americana de Proteção contra Incêndio (NFPA) ou União Internacional das Associações de Alpinismo (UIAA).
Oferecem maior agilidade nos movimentos do profissional de acesso no deslocamento entre um ponto a outro com conforto e segurança.
Fig.-2 Alguns equipamentos utilizados no Acesso por Corda
O profissional de acesso realiza os trabalhos, suspenso por duas cordas, sendo uma de trabalho e outra de segurança. A corda de trabalho permite, mediante a utilização do material adequado, deslocar-se em sentido descendente ou ascendente. Todos os aparelhos de progressão são auto-blocantes. A corda de segurança, junto com o cinto de segurança, talabarte duplo com absorverdor de energia e o dispositivo travaquedas, completam o equipamento de proteção individual anti-queda.
Ancoragem: O local da estrutura onde as cordas serão instaladas – pontos para ancoragem – são previamente inspecionados quanto à solidez. Cada corda se encontra presa a pontos de ancoragem diferentes e não comportam nenhum outro elemento, sendo estes os principais, junto com o caráter auto-blocantes3 dos equipamentos de progressão e segurança, o que elimina a possibilidade de queda por um erro mecânico ou humano. Pontos quentes e cortantes são verificados ao longo da via de acesso para que as salvaguardas necessárias sejam instaladas.
Fig-3 Ancoragem
Fig-4 Profissional de acesso
Um talabarte duplo com absorvedor de energia é utilizado por cada profissional de acesso, a fim de mantê-lo sempre preso durante a manobra de abordagem – posicionamento com as cordas de trabalho e segurança para iniciar a descida pela via de acesso se o profissional perder o controle, eles param automaticamente sem o uso das mãos
Todas as ferramentas e acessórios utilizados pelo profissional de acesso para realizar a sua tarefa são amarradas, para que não caiam caso escorreguem das mãos – ficam penduradas. A área abaixo onde será realizado o serviço de acesso por corda, é devidamente isolada e sinalizada.
Todos os equipamentos e acessórios são inspecionados antes e após a conclusão de cada jornada de trabalho, pelos próprios profissionais que irão utilizá-los, além de serem reavaliados por outros membros da equipe.
Para qualquer serviço onde irá ser empregado o Acesso por Corda, é realizado uma Análise de Risco para identificar os perigos, causas, modos de detecção, efeitos, atividades em paralelo, e as recomendações necessárias para que a tarefa possa ser executada com segurança. Após conclusão das análises é gerado um documento constando às ações e recomendações decididas, o qual é divulgado a todos os envolvidos nos serviços.
Essa análise de risco tem que ser sustentada por uma técnica conhecida e consagrada, como matriz de riscos, e deve ser rediscutida, todavez que a condição inicial dos serviços for alterada, principalmente no que se refere a agentes externos e alterações climáticas.
O número da equipe de acesso por corda varia em função do tipo de serviço e grau de dificuldade que este possui, porém, a equipe mínima geralmente são dois profissionais de acesso. Este número deve ser pré-estabelecido durante a análise de riscos, inclusive os instrumentos de comunicação a serem utilizados.
4. CERTIFICAÇÃO E QUALIFICAÇÃO DE PESSOAL
Para a execução de trabalhos em altura com a técnica de Acesso por corda, os profissionais deverão estar fisicamente aptos, treinados, qualificados e com conhecimentos específicos de todos os equipamentos usados nesta atividade. Como toda técnica, faz-se necessário garantir a capacitação do pessoal envolvido, sendo indispensável que o Profissional de Acesso também esteja qualificado e capacitado nas especialidades que irá desenvolver (pintor, caldeireiro, isolador, pedreiro, soldador, engenheiro, inspetor de ensaios e/ou equipamentos, etc).
Descida controlada com a mão que segura à ponta livre da corda e a empunhadura. Para frear, apesar de não ser uma reação natural, basta soltar a empunhadura.
Fig-7 Descensor:
Ascensor: auxilia a subida do profissional através da corda; Trava-quedas: trava-se imediatamente na corda caso ocorra queda ou descida brusca.
Fig-8 Ascensor:
5. APLICAÇÕES
O Acesso por corda vem sendo utilizado para serviços em geral, em todo tipo de equipamento ou estrutura, tais como: Vasos, Tanques, Esferas, Cilos, Caldeiras, Chaminé, Plataformas Marítimas, Flare, Estrutura Metálica, Torres de Alta Tensão, de Rádio, de Telefonia, Viadutos, Pontes, Prédios, tubulações, podas de árvores, etc.
Veja algumas aplicações a seguir:
Fig-9 Serviços:
6. SOBRE AS NORMAS BRASILEIRAS DE ACESSO POR CORDA
NBR-15595 - Procedimento para aplicação do método
Esta norma estabelece uma sistemática para aplicação dos métodos de segurança do profissional, de sua equipe e de terceiros no acesso por corda. Aplica-se às atividades de ascensão, descensão, deslocamentos horizontais, resgate e auto-resgate dos profissionais e da equipe de acesso por corda, com restrições, em combinação com dispositivos têxteis e mecânicos de ascensão, descensão e de segurança, para o posicionamento em um ponto ou posto de trabalho, estando em locais de difícil acesso, onde cordas são utilizadas como os principais meios de acesso.
Esta Norma se aplica à utilização dos métodos para acessar estruturas (on shore e off shore) ou ambientes com características naturais (encostas), nos quais as cordas estão conectadas a estruturas construídas ou naturais. Esta Norma não se aplica às atividades de esporte de montanha, turismo de aventura e de serviços de emergência destinados a salvamento e resgate de pessoas que não pertençam à própria equipe de acesso por corda.
A Norma foi elaborada tendo-se como base as normas BS 7985 , NTP 682 , NTP 683, NTP 684 , e as experiências dos participantes. Vale ressaltar que nesta elaboração, participaram profissionais de vários segmentos como, indústrias do petróleo, petroquímica, construção civil, energia, telecomunicações, metalúrgica, naval, segmentos urbanos e polícia civil, com grande experiência na atividade de acesso por
corda.
Resumo de alguns pontos principais desta norma:
a) Para a execução da atividade de acesso por corda o profissional deve ser qualificado conforme a ABNT NBR-15475.
b) Antes de iniciar um trabalho de acesso por corda, o profissional de acesso por corda precisa verificar o trabalho a ser realizado, para estabelecer o método a ser utilizado e assegurar-se de que os riscos em
potencial foram identificados.
c) Na atividade de acesso por corda é obrigatório no mínimo dois profissionais, dependendo do nível de risco avaliado poderá ser utilizados três ou mais profissionais.
d) Devido à multiplicidade de áreas, serviços e atividades à que a técnica de acesso por corda é aplicada, o tipo de supervisão a ser utilizada (direta ou remota) deve ser definida durante a elaboração da análise de risco e/ou no procedimento de trabalho.
Observação: a norma NBR-15475 no item 5.1.2.3 determina que no caso de trabalho sobre o mar deve ser exigida a supervisão direta pelo profissional de nível 3.
e) O Supervisor é um profissional de acesso por corda nível 3.
f) Todos os equipamentos devem ser inspecionados antes e depois de cada uso.
g) Os equipamentos ou sistemas de descida devem ser auto-blocantes4.
h) Cada profissional deve utilizar duas cordas em sistemas de ancoragem independentes e/ou individuais de modo que, em caso de falha de uma, o profissional não sofra uma queda. Se o profissional perder o controle, eles param automaticamente sem o uso das mãos.
Fig-10 Ancoragens independentes
i) A área onde as ancoragens são montadas deve estar protegida.
j) Existem vários anexos que tratam de assuntos exclusivos como, realizar a inspeção nos equipamentos, análise de risco, nós e ancoragens.
k) Esta norma possui um total de 60 páginas, 69 itens no corpo principal, termos e definições, e 24 itens relacionado a manobras básicas.
l) O primeiro passo para a realização de um serviço por acesso por corda é a elaboração da análise de risco. É através dela que deverão ser identificados os perigos e aspectos, envolvidos na atividade ou trabalho, fornecendo uma visão ampla das interfaces com outros processos e o meio, permitindo à equipe analista focar em algum ponto crítico e detalhar as tarefas.
m) Existe um anexo que detalha passo a passo as técnicas básicas de descensão, e ascensão em diversas situações (ver exemplo abaixo, retirado da NBR-15595).
NBR-15475 – Qualificação e Certificação de pessoas
Esta Norma estabelece uma sistemática para a qualificação e certificação de profissionais de acesso por corda por um organismo de certificação. A certificação nesta Norma dá ao profissional um atestado de competência geral em acesso por corda. Ela não representa uma autorização para realizar a atividade, uma vez que a responsabilidade continua sendo do empregador. Esta Norma não se aplica às atividades de esporte de montanha, turismo de aventura e serviços de emergência destinados a salvamento e resgate.
Esta norma foi elaborada tomando-se como base a ABNT NBR ISSO/IEC 170245 e o Requerimento Geral da IRATA6 (Certificação de Pessoas no método de Acesso por Corda).
REFERENCIAS
[1] NBR-15475 - Acesso por corda – Qualificação e Certificação de pessoas
[2] NBR-15595 – Acesso por corda - Procedimento para aplicação do método
[3] BS 7985 Code of Practice for the use of rope access methods for industrial purposes
[4] ASTM E2505 - 07 Standard Practice for Industrial Rope Access
[5] NPT-682 Seguridad en trabajos verticales (I): equipos
[6] NPT-683 Seguridad en trabajos verticales (II): técnicas de instalación
[7] NPT-684 Seguridad en trabajos verticales (III): técnicas operativas
[8] Norma de segurança australiana AS1891
[9] Safe Practices For Rope Access Work - Society of Professional Rope Access Technicians (SPRAT)
[10] Manual de Técnicas en Trabajos Verticales - ANETVA
[11] Industrial rope access – Investigation into items of personal protective equipment – Prepared by Lyon Equipment Limited for the Health and Safety Executive (HSE)
[12] Requisitos Gerais do IRATA - 2007
[13] LEI Nº 4.150, de 21 de novembro de 1962
[14] NR-15 Atividades e Operações Insalubres
[15] NR 6 - Equipamento de Proteção Individual – EPI
[16] NR 9 - Programa de Prevenção de Riscos Ambientais
[17] NR 7 - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
[18] NR 4 - Serviços Especializados em Engenharia e Segurança e em Medicina do Trabalho
[19] NR 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção
[20] www.abende.org.br
[21] www.bomacfallarrest.com.au/safety_standards.
[22] www.atlasaccess.com.au/about/rope_access_history
[23] www.ukfssart.org.uk/files/ (history Acess )
sábado, 10 de agosto de 2013
Trabalho em Altura e Resgate
Trabalho em Altura e Resgate
O resumo do artigo abaixo é a tradução de um texto publicado no site OHS
on line no qual consultores internacionais na área de segurança abordam a
questão da proteção e resgate de quedas. Nessa abordagem, o termo “queda”
significa aqui que houve um mal funcionamento de andaimes, plataformas ou
cabos, e não evidentemente uma queda completa ou fatal. O artigo é bastante
elucidativo para a discussão da nova NR-36 (trabalho em altura) que menciona de
forma rápida essa questão (resgate)
No
Brasil, geralmente o trabalhador que sofre uma queda mergulha para a morte,
pois exerce atividades em andaimes sem plataforma e guarda-corpo ou sem cintos
adequados, sendo essa a condição de maiores acidentes, inclusive fatais. Além
disso, é difícil o desenvolvimento de um plano de resgate.
As quedas
de altura ocorrem em sua maioria na construção civil, onde existem estatísticas
recentes apontando um incremento dos acidentes. Em outras atividades que
envolvem altura, os serviços são realizados também por empresas de construção
civil (o CNAE é o mesmo). A NR-35 aparece para supostamente contemplar outras
atividades em altura, mas essas atividades acabam sendo realizadas pelas mesmas
empresas da construção civil que afinal devem se pautar principalmente pela
NR-18.
Os
Consultores deste artigo afirmam que um dos aspectos mais negligenciados na
prevenção de quedas é a ausência de um sistema eficaz de resgate; no texto da
nova NR-35 há uma menção a esse assunto, mas sem um detalhamento adequado. O
artigo agora publicado pode representar um bom pretexto para melhorar a nova
NR-35.
Após a
leitura do Resumo, faça o link para o texto completo no site NRFACIL, na Seção
UPDATE:
QUEDA E RESGATE
Imagine o alívio de um trabalhador que sofre uma
queda quando ele constata que um sistema de resgate funcionou, salvando-o de um
mergulho que poderia ocasionar a sua morte. Agora imagine o pânico que se
instala quando o trabalhado constata que não existe nenhum plano de resgate ao
alcance. Isto é inadmissivel. O ideal é que um trabalhador que sofre uma queda
de altura se sinta calmo e confortável quando observa um bem coordenado plano
de resgate sendo posto em prática.
Consultores em proteção de quedas observam
diferentes abordagens para a proteção de trabalhadores que sofrem quedas.
Infelizmente, uma observação comum é que mesmo a mais proativa empresa tende a
minimizar ou ignorar grosseiramente a necessidade de um sistema de resgate.
De fato, a maioria dos consultores em segurança
industrial acredita que o RESGATE constitui o aspecto mais negligenciado para a
proteção de quedas.
CENÁRIOS

Enquanto alguns cenários de resgate possam ser
complicados, na maioria dos casos um resgate bem sucedido pode ser conseguido
simplesmente usando uma escada manual. O plano mais simples é geralmente o
melhor. Ele precisa ser concebido previamente e assim as pessoas e equipamentos
adequados estarão prontos quando necessário.
Lembre-se que ligar para o corpo de bombeiros não
representa a única resposta para um resgate de quedas. Um dos aspectos de um
plano de resgate é que trabalhadores numa situação de queda possam acessar seus
telefones celulares e eles mesmos acionarem o corpo de bombeiros.
Entretanto, ocorrendo uma emergência médica, um
trauma durante uma queda ou simplesmente uma circunstância onde o trabalhador não
consegue alcançar o seu celular, mostra que este plano pode ser inoperante. E
ainda, dependendo das circunstâncias e capacidades de serviços locais de
resgate, contar com esses serviços externos pode não ser uma boa opção a tempo
de prevenir lesões graves ou até mesmo a morte do trabalhador.
Pense nisso: qual o menor tempo que você acha que é
preciso para resgatar um trabalhador em uma situação de queda suspenso?’
Pergunte a você mesmo, quanto tempo você aguentaria
ficar suspenso, amarrado?
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