Trabalho em Altura e Resgate
O resumo do artigo abaixo é a tradução de um texto publicado no site OHS
on line no qual consultores internacionais na área de segurança abordam a
questão da proteção e resgate de quedas. Nessa abordagem, o termo “queda”
significa aqui que houve um mal funcionamento de andaimes, plataformas ou
cabos, e não evidentemente uma queda completa ou fatal. O artigo é bastante
elucidativo para a discussão da nova NR-36 (trabalho em altura) que menciona de
forma rápida essa questão (resgate)
No
Brasil, geralmente o trabalhador que sofre uma queda mergulha para a morte,
pois exerce atividades em andaimes sem plataforma e guarda-corpo ou sem cintos
adequados, sendo essa a condição de maiores acidentes, inclusive fatais. Além
disso, é difícil o desenvolvimento de um plano de resgate.
As quedas
de altura ocorrem em sua maioria na construção civil, onde existem estatísticas
recentes apontando um incremento dos acidentes. Em outras atividades que
envolvem altura, os serviços são realizados também por empresas de construção
civil (o CNAE é o mesmo). A NR-35 aparece para supostamente contemplar outras
atividades em altura, mas essas atividades acabam sendo realizadas pelas mesmas
empresas da construção civil que afinal devem se pautar principalmente pela
NR-18.
Os
Consultores deste artigo afirmam que um dos aspectos mais negligenciados na
prevenção de quedas é a ausência de um sistema eficaz de resgate; no texto da
nova NR-35 há uma menção a esse assunto, mas sem um detalhamento adequado. O
artigo agora publicado pode representar um bom pretexto para melhorar a nova
NR-35.
Após a
leitura do Resumo, faça o link para o texto completo no site NRFACIL, na Seção
UPDATE:
QUEDA E RESGATE
Imagine o alívio de um trabalhador que sofre uma
queda quando ele constata que um sistema de resgate funcionou, salvando-o de um
mergulho que poderia ocasionar a sua morte. Agora imagine o pânico que se
instala quando o trabalhado constata que não existe nenhum plano de resgate ao
alcance. Isto é inadmissivel. O ideal é que um trabalhador que sofre uma queda
de altura se sinta calmo e confortável quando observa um bem coordenado plano
de resgate sendo posto em prática.
Consultores em proteção de quedas observam
diferentes abordagens para a proteção de trabalhadores que sofrem quedas.
Infelizmente, uma observação comum é que mesmo a mais proativa empresa tende a
minimizar ou ignorar grosseiramente a necessidade de um sistema de resgate.
De fato, a maioria dos consultores em segurança
industrial acredita que o RESGATE constitui o aspecto mais negligenciado para a
proteção de quedas.
CENÁRIOS

Enquanto alguns cenários de resgate possam ser
complicados, na maioria dos casos um resgate bem sucedido pode ser conseguido
simplesmente usando uma escada manual. O plano mais simples é geralmente o
melhor. Ele precisa ser concebido previamente e assim as pessoas e equipamentos
adequados estarão prontos quando necessário.
Lembre-se que ligar para o corpo de bombeiros não
representa a única resposta para um resgate de quedas. Um dos aspectos de um
plano de resgate é que trabalhadores numa situação de queda possam acessar seus
telefones celulares e eles mesmos acionarem o corpo de bombeiros.
Entretanto, ocorrendo uma emergência médica, um
trauma durante uma queda ou simplesmente uma circunstância onde o trabalhador não
consegue alcançar o seu celular, mostra que este plano pode ser inoperante. E
ainda, dependendo das circunstâncias e capacidades de serviços locais de
resgate, contar com esses serviços externos pode não ser uma boa opção a tempo
de prevenir lesões graves ou até mesmo a morte do trabalhador.
Pense nisso: qual o menor tempo que você acha que é
preciso para resgatar um trabalhador em uma situação de queda suspenso?’
Pergunte a você mesmo, quanto tempo você aguentaria
ficar suspenso, amarrado?
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